3 livros para quem quer se dedicar aos clássicos

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Foto: Reprodução

Conheça esses livros que apesar de serem conhecidos como clássicos, não vão te assustar durante a leitura

1 – Vidas Secas – Graciliano Ramos (1938)

vidas secas

O livro retrata a dolorosa vida de uma família de sertanejos retirantes que são obrigados a se mudarem constantemente por conta da devastação da seca nos lugares por onde passam. As descrições presentes no livro nos permitem viajar e nos envolver emocionalmente com os personagens. Com menos de 200 páginas, a história te cativa e te possibilidade criar um ritmo delicioso para ler cada vez mais rápido e descobrir o destino daquela família. Ao ler cada palavra escolhida minuciosamente por Graciliano, você é entregue ao riso e ao choro, ao medo e à surpresa. A obra está presente nas principais listas quando o tema são os livros clássicos, mas nem por isso deve ser considerado monótona ou descartada como um exemplar que não pode nos levar ao prazer de uma excelente leitura.

2 – Felicidade Clandestina – Clarice Lispector (1971)

felicidade clandestina

Para começar a conhecer a extensa obra de Clarice Lispector, Felicidade Clandestina é uma ótima aposta. O livro reúne diversos textos da autora que foram escritos em diferentes fases de sua vida. Os textos são, muitas vezes, caracterizados como contos, mas como a própria autora não se prendia a essas convenções de gênero, é possível encontrar na obra composições que são classificadas como contos, crônicas e até ensaios. Ao todo são 25 textos que tratam de temas como infância, adolescência, família, questões da alma e amor. Umas das técnicas que Clarice utiliza-se na escrita do livro são os fluxos de consciência, ou seja, à medida que o texto vai sendo narrado, os processos mentais dos personagens vão aparecendo e quando você percebe, está imerso naquelas sensações e na história.

3 – Auto da Compadecida – Ariano Suassuna (1955)

auto

A peça obteve grande destaque quando apresentada no Rio de Janeiro em 1957, no Festival de Amadores Nacionais. O livro foi escrito baseado em romances e histórias populares do Nordeste. Basicamente, a narrativa se desenrola ao redor dos personagens João Grilo, um anti-herói que traz para trama sua esperteza e ingenuidade, dando à história o tom de humor, e Chicó, seu fiel amigo que estará presente em todas suas trapalhadas. Durante a história ambos tentarão driblar os problemas de uma vida de miséria e fome do sertão do Nordeste. Com certeza é uma obra que pode ser lida em um dia, pois conforme os eventos vão se desenrolando e você vai conhecendo os personagens, o tempo passa e a ansiedade de conhecer o desfecho da história aumenta.

Beatriz Borges
Beatriz Borges
20 anos, São Paulo, SP. Sou apaixonada por tudo que é capaz de me tirar da superficialidade e me fazer viajar mais profundamente naquilo que a vida e as pessoas têm a oferecer. Literatura, música, cinema e gastronomia são ótimos exemplos dessa viagem cotidiana. O que me fez escolher jornalismo é a vontade de dar voz e contar histórias daqueles que não possuem visibilidade alguma.

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