A crítica por trás da 5ª temporada de Orange is the New Black

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Foto: Reprodução/Netflix

Por Luísa Galhardo

Depois de roubada, feita de refém, e com direito a manchetes nos principais portais de notícia, a 5ª temporada de Orange Is the new Black finalmente saiu na Netflix – sã e salva. Se você ainda não assistiu, recomendo que não leia essa matéria, porque contém spoilers.

Nesta temporada, as detentas de Litchfield começam uma rebelião, não é a toa que Valesca foi garota propaganda, pois os treze episódios se desenvolvem em meio a muito caos, tiro, porrada e bomba.

Muitas das personagens-chave desta temporada são mostradas em flashbacks de suas vidas paralelamente ao presente, justificando boa parte de suas ações. Além de clamarem justiça pela morte de Poussey, reivindicam direitos humanos até então negligenciados pela nova administração da Prisão. A morte de dois policiais e a violência com que as detentas tratam os reféns é um reflexo disso.

Esta temporada contém um alto nível de crítica social ao Sistema Prisional atual, não só americano, mas global. O fato de serem tratadas de forma desumana é abordado trazendo a morte de Poussey como justificativa, a princípio, mas logo após as primeiras horas de rebelião, as mulheres se dão conta que essa foi só a ponta do Iceberg. E traz um momento de maior reflexão pro expectador, a meu ver.

Quando assisti, pensei muito sobre o Sistema Prisional em geral, e como pensamos que em países socioeconomicamente mais desenvolvidos – como os EUA – as coisas funcionam, e acabamos por idealizar tudo na terra do Tio Sam. Lá, assim como na maioria dos países do mundo, o Sistema Prisional é muitas vezes falho, precário e degradante. Assim, é possível enxergar que todos os países têm falhas e acertos. Ainda assim, não acho que possa ser comparável em muitos pontos mas, principalmente, a questão social é bem semelhante a nossa.

Durante os episódios, muitas questões como Feminismo, Reabilitação Social, Vulnerabilidade Social e violência/despreparo policial são mostradas de forma menos sutil, diferente das temporadas anteriores. Em minha opinião, a série ainda contém doses de humor, mas toma um caminho bem mais sério e com mensagens mais importantes que nas outras.

A Crítica feita é muito mais impactante, dado o contexto em que as personagens estão vivendo. Muitas surpresas como a gravidez de Lorna, o pedido de casamento de Piper à Alex, e o desfecho da rebelião são coisas que eu espero ver com mais detalhes na próxima temporada.

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