A importância de falar sobre a sexualização infantil

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Foto: Reprodução

O fenômeno enraizado na sociedade e na mídia que apoia a sexualidade de meninas

Em 2017, a Associação Norte-americana de Psicologia (APA) publicou um documento que denunciava a sexualização de crianças na sociedade moderna. Esse fenômeno se dá desde roupas, brinquedos, vídeo-games até séries de TV, enaltecendo um erotismo prematuro no universo dessas meninas.

O estudo mostra que, desde os quatro anos, as meninas são bombardeadas pelo mundo da moda com modelos famosas que são bem sucedidas por causa da apologia aos aspectos físicos, e não por qualidades pessoais e profissionais.

O acontecimento é tão naturalizado entre as pessoas que, os adultos, principalmente, não percebem a força com que se impõe. Sutiãs com ou sem enchimento para crianças de oito anos, sapatos de salto, tops, minissaias, bufês infantis que promovem concursos de beleza, entre outros exemplos, valorizam de modo imaturo a chegada da adolescência. Fazendo com que haja uma desvalorização do período da infância e dos momentos que a compõe.

Um dos principais auxílios que essa hipersexualização recebe é através do consumo, em que a infância tem sido utilizada como uma maneira de gerar dinheiro. Os anúncios publicitários incitam a presença de Lolitas cada vez mais jovens a fim de promover a venda de produtos.

Todas essas questões demonstram no dia a dia uma ambiguidade social, em que o sexo é vendido desde sempre e a sexualidade feminina é filtrada através de ideais machistas. Ao mesmo tempo em que uma mulher é considerada provocante dependendo do modo que se veste, uma menina é aceita quando se porta como uma mulher: maquiada, com salto e minissaia, por exemplo, podendo ser caracterizada como uma aceitação, até certo modo, pedófila.

Consequentemente, esse tema é resultado de uma cultura que favorece, desde a infância, o mercado sexual e que permanece alicerçada em padrões facilitadores da ideia do gênero feminino como um acessório.

Beatriz Borges
Beatriz Borges
20 anos, São Paulo, SP. Sou apaixonada por tudo que é capaz de me tirar da superficialidade e me fazer viajar mais profundamente naquilo que a vida e as pessoas têm a oferecer. Literatura, música, cinema e gastronomia são ótimos exemplos dessa viagem cotidiana. O que me fez escolher jornalismo é a vontade de dar voz e contar histórias daqueles que não possuem visibilidade alguma.

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