O que faltava no universo dos super-heróis

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Mulher Maravilha prova que um filme solo de uma heroína era tudo o que o DCEU precisava

Impossível falar de Mulher Maravilha e não mencionar os universos cinematográficos da DC e da Marvel. O longa dirigido por Patty Jankins representa acertos onde todas as outras produções com temática de super-heróis erraram. No caso da DC, um filme que não é corrido e muito sombrio, já no caso da Marvel ,um filme sem piadas desnecessárias e com uma mulher como protagonista.

O filme conta a origem de Diana, interpretada pela atriz israelense Gal Gadot. A história da jovem princesa das amazonas se inicia em Themyscira, uma ilha paradisíaca criada por Zeus, que fica escondida por uma forte neblina e é habitada apenas pelas guerreiras. Elas passam seus dias treinando para , se necessário, a mais feroz das amazonas enfrentar Ares, o deus da guerra.

O local é totalmente pacífico, entretanto, tudo muda quando o avião do espião britânico Steve Trevor, interpretado por Chris Pine, cai próximo a ilha e Diana mergulha para o seu resgate. A partir daquele momento, o destino dela estaria selado e sua jornada para se tornar a Mulher Maravilha começaria.

A primeira aparição da personagem se deu na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos, escrito por Charles Moulton e desenhada por H. G. Peter (Harry George Peter). A adaptação de 2017 é a quarta produzida em live-action.

Após 70 anos de produções cinematográficas baseadas em super-heróis, MulherMaravilha é o primeiro filme protagonizado por uma verdadeira heroína. Apesar de Elektra e MulherGato já terem ganhado aventuras solo no cinema, as duas personagens aparecem recorrentemente como vilãs e, durante a maior parte da trama, ficam apenas flertando com os mocinhos.

O longa de 2017 exalta a questão do empoderamento feminino através da força, determinação, imposição e até indignação de Diana com algumas situações com as quais se depara no “mundo dos homens”. Mas não é só isso, a produção também não deixar passar batido outras questões de discriminação, representados por Sameer e Chefe, o primeiro, que não pode seguir seus sonhos por conta de sua cor de pele e o segundo, que teve seu povo praticamente exterminado.

Mulher Maravilha não é só um filme que represente as minorias, não é apenas um filme de super-herói. O longa dirigido e protagonizado por mulheres prova que tudo o faltava nos universos cinematográficos dos quadrinhos era um ponto de vista diferente.

Fernando De Amicis
Fernando De Amicis
18 anos, São Paulo, SP. Nascido em São Paulo e criado em Santo André, sempre tive paixão por contar histórias, antes mesmo de saber escrever. Fã de esportes, música e gastronomia, sonho com grandes projetos em tudo o que faço. Alguns podem dizer que tenho a cabeça nas nuvens, mas respondo “quem fica sempre com os pés no chão nunca chegará ao céu”.

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