Primeiro longa brasileiro da Netflix tem transgêneros como tema

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foto: divulgação

Cartunista Laerte Coutinho completa sete anos desde o início de sua transição de gênero e aparece como estrela de documentário.

Laerte-se é o primeiro documentário original brasileiro na plataforma Netflix e estreou na sexta-feira, 19 de Maio. O longa apresenta a história de todo o processo de transição e ajuda a entender a jornada que a mente de Laerte percorreu.

Em seus 60 anos ainda é difícil fazer com que as pessoas reconheçam sua figura feminina, passou todos esses anos se expressando como homem, tem três filhos e já passou por 3 casamentos, o que dificulta ainda mais a forma como gostaria que fosse vista. Com isso, a intenção do documentário fica ainda mais evidente: mostrar como isso se insere na vida de Laerte, a reflexão sobre sexualidade e gênero e como isso afeta sua vida profissional e social.

As cenas em que é discutida a possibilidade de uma cirurgia de implantação de seio são gravadas na casa da protagonista enquanto acontece uma reforma, o que simboliza não só uma reforma no ambiente em que vive, mas também uma reforma interna, manifestando a necessidade de mudança e libertação do seu ser e incentiva quem está passando por uma situação semelhante.

“Em princípio, acho que as pessoas não têm nada a ver com isso, mas elas têm, sim, a ver com isso. A minha cultura, a minha sociedade, o meu tempo têm a ver com isso, sim, e acho legal que haja uma curiosidade, uma inquietação, e que seja feita também uma abordagem disso como eu estou fazendo” revelou a cartunista em relação à exposição da sua vida pessoal.

As diretoras Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum enfrentaram um longo processo até conseguirem convencer Laerte a se expor dessa forma, o que no final das contas foi algo tranquilo para ambos os lados. A escritora e também jornalista Eliane conduziu todas as conversas como se fosse apenas uma ouvinte e não uma jornalista ansiando respostas polêmicas, segundo o site da IstoÉ que estava na coletiva imprensa de divulgação do documentário.

Juliana Caveiro
Juliana Caveiro
17 anos, São Paulo, SP. Vivendo na época errada e me apaixonando cada vez mais por esse mundão através do jornalismo. Acredito sempre no melhor das pessoas e o bem que elas podem fazer. No meio da correria, me prendo nas simplicidades.

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