filme
A Grande Lavagem
22 de fevereiro de 2017
making-a-murderer
Making a Murderer
22 de fevereiro de 2017
Exibir tudo
Processed with VSCO with 8 preset

A inovação literária de um clássico oriental

E. K. Johnston inova ao contar um clássico da literatura oriental com um toque moderno e sobrenatural. Quem nunca escutou a clássica história de Sherazade, a mulher que casou com um homem terrível e sobreviveu mil e uma noites recitando contos antes de dormir, tem a chance de conhecer e se envolver com esse universo na obra da autora canadense.

O primeiro tópico que se pode notar na leitura é o fato dela não ser composta por uma única narração. Enquanto a protagonista conta seu ponto de vista dos acontecimentos que rondam o deserto escaldante, uma criatura sobrenatural narra sua história e o leitor pode perceber o quanto as histórias se cruzam, mesmo a primeira não tendo noção disso.

A história conta capítulos da vida de Lo-Melkhiin, o rei da região que embora governe muito bem e seja bom para o seu povo, carrega a fama de ser cruel por matar cada uma de suas esposas. Em cada aldeia ou vila que passa, escolhe uma mulher para se tornar rainha, mas todas morrem na primeira noite do casamento.

Determinada a não deixar que sua irmã seja a escolhida da aldeia, a mocinha de Johnston se arruma e é levada para o palácio no lugar da outra mulher. Ao chegar em sua nova casa, a protagonista narra seus dias e como consegue driblar sua morte contando histórias de sua tenda no deserto, sua irmã e os costumes de sua família para o marido. O sultão então vai se encantando pelas descrições de sua esposa e segue poupando sua vida.

A autora busca em toda a narrativa dar um tom de mistério que é facilmente alcançado. Os nomes de diversas personagens ficam restritos ao imaginário dos leitores. Uma vez que a narração é em primeira pessoa, ou seja, o ponto de vista da protagonista que rege o livro, o nome dela não é revelado, assim como o de sua irmã, mãe ou sogra. Também não é definida uma região em que se passa a vida das personagens, o leitor só tem noção de que é em algum lugar no oriente que possui um deserto.

Outro ponto que tem uma relevância única para a ficção é a empatia entre as personagens, principalmente as femininas. A devoção que a irmã da protagonista tem por ela após sua partida é louvável e faz total diferença do desenrolar da trama, assim com a das criadas com sua rainha.

Mas, acima de tudo, o livro prega a importância da família e o que elas podem fazer para proteger e salvar algum de seus membros.

Maria Clara Galeano
Maria Clara Galeano
18 anos, Jundiaí, SP. Libriana, ansiosa e apaixonada por livros e séries. Amo moda e sonho com o dia que terei o trabalho de Andrea Sachs de “O Diabo Veste Prada”. Gosto de me desafiar e procuro viver cada dia de forma única.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *