Brazilian Way of Life

23/11. Sexta. Dia seguinte à quarta quinta-feira do mês de novembro. E o que isso significa? Compras. A Black Friday, famoso dia em que as lojas fazem grandes descontos em seus produtos, é hoje e inaugura um período de consumo que vai até o Natal. A data acontece um dia depois do “Dia de Ação de Graças”, feriado muito importante nos EUA.

Inicialmente, a Black Friday chegou ao Brasil em 2010, mas caiu bem rápido no gosto do brasileiro. Em 2017, apenas no e-commerce – comércio pela internet – a data gerou um faturamento de 2,1 bilhões de reais, segundo o G1. Isso se dá, principalmente, pelo nosso espírito consumista. De acordo com o instituto de pesquisa Ipsos, o Brasil é a quarta nação mais materialista do planeta.

Em meio a uma sociedade extremamente capitalista, é quase impossível ficar alheio ao consumo. Isso afeta principalmente os jovens, que cresceram num mundo conectado à internet. João Victor Lima, 19, é estudante de publicidade e se considera consumista. Para ele, o consumo é também uma forma de prazer. “Quando você vai comprar, gera o prazer. Sempre quando eu tenho dinheiro sobrando e vejo que chegou o fim do mês, eu digo: ‘Ok, vamos comprar coisas novas’”, explica.

Dentre alguns momentos nos quais se deixou levar pelo consumismo, ele relembra: “Eu torço para o Corinthians e uma vez eu fui ao shopping apenas estampar a minha camisa. Eu fui naquela intenção e acabei gastando razoavelmente muito, comprando outras coisas. Comprei vários produtos, mas acabei não conseguindo fazer o que tinha planejado porque a loja estava fechada. Eu fui para não gastar e acabei gastando muito”.

A estudante de jornalismo Amanda Smera, 19, afirma que tem clareza de que é consumista e tenta lidar com isso, mas acaba não resistindo ao mundo do consumo. “Me considero sim uma pessoa consumista. Tentei me desvencilhar disso, mas a verdade é que eu gosto muito de fazer compras e consumir em geral. Eu sei que estou fazendo a coisa errada, mas eu continuo”, diz.

Segundo Amanda, sua relação com o consumismo é um pouco antiga. Ela conta que há vários momentos em que acredita ter exagerado nas compras: “Uma vez que eu tenho certeza que exagerei foi numa viagem para Orlando, EUA, aos 12 anos. Eu fui no parque no primeiro dia da viagem e eu gastei todo o meu dinheiro. Eu tinha levado uns 3 mil dólares e gastei tudo na loja do parque”.

As redes sociais, muito presentes no dia a dia entre os jovens, acabam também influenciando o consumo. “Às vezes, quando eu estou entediada, vou no Instagram pesquisar. Observo uma menina com uma blusinha e entro no site da loja para comprar. Depois, vejo que tem uns vestidos legais e quando eu olho, é uma bola de neve”, conclui Amanda.

foto: Achei USA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *