to-the-bone
Resenha: Mínimo para Viver – To the Bone
19 de julho de 2017
xINFOCHPDPICT000064560446.jpg.pagespeed.ic.lNgOi1leas
Uruguai libera a venda de maconha em farmácias
21 de julho de 2017
Exibir tudo
Thiago Pedro.Futura Press

Imagem: Thiago Pedro/Futura Press

Corinthians chega a marca histórica invicta, mas tem a própria escassez no elenco como adversário.

Ter seis pontos de vantagem na liderança de um Campeonato Brasileiro não é para qualquer um. Para aqueles que acompanham o torneio sabem o quanto é difícil se manter nas primeiras colocações, brigar pelo título, Libertadores, etc.

O Corinthians conseguiu, chegou a incrível marca de onze pontos na frente, situação semelhante só no campeonato Espanhol ou Alemão. O técnico Carille,  responsável por montar um time com poucas peças e conseguir se reinventar, não conseguiu esconder a surpresa diante dos resultados alcançados, vitória sobre o Grêmio em Porto Alegre, e no clássico contra o Palmeiras na casa alviverde.

Mas a situação já assusta os torcedores mais pessimistas, de onze para dez, de dez para oito, de oito para seis. Renato gaúcho disse que o Corinthians iria despencar, embora tivesse se retratado depois, trocando por tropeçar. Coincidência ou não, de lá pra cá a diferença só diminuiu.

No início do ano, foi falado de um problema preocupante da equipe alvinegra, a falta de peças de reposição. Rodada após rodada do Paulistão, o título veio e não foi citado mais o problema, não que ele não exista mais, foi mascarado.

Agora, quase no final do primeiro turno do brasileirão, os problemas começam a aparecer. No jogo contra o Avaí, ontem na Ressacada, logo no começo, duas substituições por lesão, Jadson e Pablo. Duas peças importantes para a equipe, Pablo foi elogiado por reforçar a defesa corintiana que esse ano sofreu poucos gols e Jadson, que muitos cogitam sua ida a seleção pela competência na organização do time, servindo Jô, Fagner e Rodriguinho.

Jadson ficará fora por 30 dias com lesão na costela, já Pablo não é possível saber quanto tempo ficará fora do time. Desde o início da temporada, a equipe tem um adversário maior que os clubes que enfrenta, sua própria limitação. O problema volta a assombrar e tirar o sono do torcedor, mas não do técnico, Fábio Carille.

Ele é o pé no chão, parece ter tudo anotado e saber cada passo da equipe, mas como manter o controle em um campeonato de 38 rodadas em que vez ou outra técnicos são demitidos, por sequências ruins?

O torcedor fica na expectativa para que Renato Gaúcho esteja errado, mas torce para que a vantagem não diminua a cada rodada. A limitação é real, porém há um trabalho sendo feito sabendo que muitas vezes o melhor elenco não é aquele que vence.

 

Paula Pimentel
Paula Pimentel
20 anos, São Paulo, SP. Apaixonada pelo jornalismo com uma vontade imensa de sair por aí e registrar tudo que vê. Corinthiana, não vivo sem futebol, sonho em rodar o mundo e conhecer todos os estádios e torcidas e entender o que move tanta gente por uma única paixão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *